quinta-feira, 15 de novembro de 2007
O exercício físico no emagrecimento
A obesidade associa-se direta ou indiretamente a um grande número de patologias crônicas, motivo que a coloca entre as mais preocupantes doenças da atualidade. Considerando-se a necessidade de preveni-la e combatê-la, tem sido amplamente defendido a necessidade de um trabalho interdisciplinar entre profissionais de diferentes áreas da saúde. Nessa linha, o presente estudo procurou esclarecer a visão de futuros profissionais da educação física e da nutrição a respeito de programas de exercícios voltados ao emagrecimento. Foram entrevistados 75 graduandos em educação física e 67 graduandos em nutrição, estudantes dos respectivos cursos na Universidade de Uberaba. Através da aplicação de um questionário estruturado, os estudantes foram questionados sobre o tema emagrecimento e exercício físico e a sua ligação com os profissionais das diferentes áreas da saúde. Os resultados encontrados demonstram que a maior parte dos alunos de educação física (87,5% ± 1,7) e nutrição (97,2% ± 2,3) acreditam que a melhor maneira de se combater a obesidade seja através da prática regular de exercícios físicos associada à adoção de hábitos alimentares mais saudáveis. Quanto aos tipos de exercícios físicos mais indicados, os estudantes de educação física acreditam serem a corrida, a musculação, a caminhada e a natação, enquanto os futuros nutricionistas defendem a caminhada, a ginástica de academia e a natação. Quanto à freqüência semanal e à duração das sessões, ambos os grupos acreditam que o ideal é entre 4 a 6 sessões semanais, durante 45 a 60 minutos. Questionados sobre quais profissões deveriam envolver-se em programas de emagrecimento, os alunos de educação física defendem a sua própria área (100,0%), a nutrição (98,5% ± 1,3), a psicologia (42,9% ± 1,2), a medicina (39,4% ± 2,1), e a fisioterapia (7,5% ± 1,6). Por sua vez, os estudantes de nutrição defendem a sua participação (100,0%) juntamente com profissionais das áreas de educação física (100,0%), psicologia (65,5% ± 1,9), medicina (46,5% ± 3,1) e fisioterapia (14,4% ± 2,7). Concluímos que embora haja uma grande similaridade no ponto de vista dos dois grupos quanto aos aspectos técnicos, ambos parecem acreditar ser mais necessária a participação de psicólogos do que a dos médicos em programas de emagrecimento o que, se por um lado demonstra uma inteligente valorização dos aspectos emocionais relacionados à obesidade, por outro lado pode demonstrar que esses estudantes não encaram a obesidade como doença instalada, o que leva a uma maior necessidade de tratamento corretivo e não somente preventivo, justificando a necessidade de maior envolvimento dos médicos.
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